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Ansiolíticos: saiba mais sobre opções de farmácia, naturais e manipuladas

Atualizado 04/07/25
Criado 02/07/25
Tempo de leitura: 5 minutos
Imagem aproximada das mãos de uma mulher depositando cápsulas de ansiolíticos sobre a mão.
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O uso de ansiolíticos vem crescendo nos últimos anos, isso porque, as demandas de trabalho  da vida vida contemporânea, entre outros fatores, muitas vezes aumentam os níveis de estresse e ansiedade. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade afetam mais de 260 milhões de pessoas no mundo, sendo o Brasil o país com a maior taxa de prevalência — cerca de 9,3% da população sofre com o problema.

Os medicamentos com ação ansiolítica atuam no sistema nervoso central para controlar a ansiedade e suas manifestações físicas e emocionais, como tensão, insônia, taquicardia e agitação. São amplamente utilizados no tratamento de transtornos psiquiátricos e também como suporte em situações específicas de estresse. 

O que são os ansiolíticos

Os ansiolíticos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central para aliviar os sintomas da ansiedade. Também chamados de calmantes ou tranquilizantes, esses fármacos promovem efeitos sedativos, relaxantes e anticonvulsivantes.

São considerados uma das primeiras opções na linha de tratamento para crises agudas de ansiedade e transtornos, como transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada e estresse pós-traumático devido à sua ação rápida e eficácia na contenção dos sintomas. 

Por estes motivos, são amplamente prescritos em contextos emergenciais ou no início do tratamento psiquiátrico, enquanto outras abordagens terapêuticas são implementadas.

Para que servem e quais são as indicações

Os ansiolíticos são utilizados para o tratamento de transtornos como:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG);
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC);
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT);
  • Síndrome do pânico;
  • Insônia;
  • Epilepsia.

Também podem ser utilizados em situações de abstinência alcoólica e em casos de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual.

Portanto, seu uso não se limita à ansiedade, mas abrange outras condições que envolvem alterações emocionais e comportamentais. A principal função do remédio ansiolítico é promover alívio das sensações como nervosismo, tensão e irritabilidade.

Como os ansiolíticos atuam no organismo

A maioria dos ansiolíticos age modulando os níveis de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor com ação inibitória que reduz a atividade elétrica no cérebro. Esse mecanismo diminui a hiperatividade cerebral associada à ansiedade.

Outras classes, como antidepressivos com ação ansiolítica, atuam na recaptação de serotonina e noradrenalina. Cada medicamento pode apresentar um mecanismo de ação específico, embora o objetivo final seja comum: equilibrar a atividade neural e promover bem-estar.

Leia também: Phenibut: conheça o antagonista de GABA para ansiedade, sono e memória.

Conheça os tipos de ansiolíticos 

Existem diferentes classes de ansiolíticos, cada uma com mecanismos de ação e indicações específicas. A escolha do medicamento ideal depende da gravidade dos sintomas, do histórico de saúde mental e da resposta individual ao tratamento.

Os principais tipos de ansiolíticos são:

  • Benzodiazepínicos: São os mais prescritos para controle imediato de crises de ansiedade e pânico, com ação rápida e efeito sedativo. Exemplos incluem diazepam, clonazepam e alprazolam.
  • Barbitúricos: Embora menos utilizados hoje devido ao risco de dependência e efeitos colaterais, ainda são indicados em casos específicos, como em convulsões.
  • Antidepressivos com ação ansiolítica: Incluem classes como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e da serotonina e noradrenalina (IRSN), como fluoxetina e duloxetina. Apesar de não agirem imediatamente, são eficazes no controle da ansiedade crônica.

ATENÇÃO: Este é um conteúdo de caráter informativo. A Drogasil Manipulação não incentiva a automedicação e produz fórmulas manipuladas exclusivamente com base em prescrições feitas por profissionais de saúde habilitados.

Leia também: Remédio para dormir: conheça diferentes opções.

Remédios ansiolíticos de farmácia

Os principais medicamentos ansiolíticos encontrados nas farmácias são:

  • Clonazepam;
  • Diazepam;
  • Alprazolam;
  • Bromazepam;
  • Lorazepam;
  • Midazolam.

Todos eles pertencem à classe dos benzodiazepínicos e devem ser utilizados com extrema cautela, pois são medicamentos controlados (tarja preta), exigindo receita médica e acompanhamento constante. A automedicação pode levar à dependência e outros efeitos adversos. 

Ansiolíticos naturais

Em casos leves ou como coadjuvante ao tratamento convencional, substâncias naturais com efeito calmante podem ser utilizadas. 

Alguns exemplos de ativos considerados ansiolíticos naturais são:

Além disso, alimentos ricos em triptofano, como chocolate, banana, grão-de-bico e derivados do leite são opções naturais que contribuem para a produção de serotonina, o “neurotransmissor do bem-estar”.

Continue lendo: Fitoterápicos para ansiedade: o que são, como usar e quais escolher.

Ansiolíticos manipulados

Embora a manipulação de substâncias benzodiazepínicas como alprazolam, clonazepam e diazepam não seja permitida no Brasil, a manipulação de medicamentos pode ser indicada em outros contextos relacionados ao manejo da ansiedade, desde que sejam utilizados ativos permitidos e prescritos por profissionais habilitados.

Isso ocorre porque os benzodiazepínicos pertencem a listas de controle especial da Anvisa (Portaria SVS/MS nº 344/1998), o que significa que são medicamentos de uso restrito, com alto potencial de dependência e risco de uso indevido.

Apesar da proibição para substâncias controladas, a manipulação de fórmulas com efeito ansiolítico pode ser recomendada em situações específicas, como:

  • Necessidade de doses muito baixas ou progressivas — por exemplo, no suporte ao desmame de benzodiazepínicos, com ativos permitidos que ajudam a reduzir os sintomas da retirada;
  • Recomendação de associação com fitoterápicos, adaptógenos ou nutracêuticos em formulações personalizadas;
  • Alergias ou intolerâncias a excipientes presentes nos medicamentos industrializados (como corantes, lactose ou glúten);
  • Preferência por formas farmacêuticas diferenciadas, como cápsulas gastrorresistentes, soluções orais, gomas ou sachês — especialmente em públicos como idosos, crianças ou pacientes com disfagia.

Além dos ativos naturais mencionados anteriormente nesse artigo, existem ainda outros ativos com ação ansiolítica utilizados em manipulados, como:

  • L-teanina – promove relaxamento ao modular GABA, dopamina e serotonina, sem causar sonolência.
  • 5-HTP – precursor da serotonina, indicado para ansiedade associada a queda de humor ou distúrbios do sono.
  • Melissa officinalis – tem efeito ansiolítico suave e pode ser combinada com outros fitoterápicos.
  • Magnésio (dimalato, treonato etc.) – auxilia na regulação neuromuscular e no equilíbrio do sistema nervoso.
  • GABA (ácido gama-aminobutírico) – neurotransmissor inibitório relacionado ao relaxamento e à redução da excitabilidade cerebral.
  • Ashwagandha (Withania somnifera) – adaptógeno que ajuda a modular o cortisol, especialmente em casos de estresse persistente.
  • Rhodiola rosea – melhora a resistência ao estresse físico e mental.

Saiba mais sobre o Ansiless, um ansiolítico natural encontrado nas farmácias de manipulação.

Quais são os efeitos colaterais dos ansiolíticos

O uso prolongado de remédio ansiolítico pode desencadear efeitos colaterais como fadiga, sonolência excessiva, diminuição da concentração, perda de coordenação motora e atrofia cognitiva e dependência.

É importante destacar o risco de dependência química e tolerância, especialmente entre os benzodiazepínicos.

As doses perdem a potência com o tempo, isso significa que o organismo se “acostuma" com a quantidade de medicamento e, a partir disso, as doses têm que ser aumentadas para se conseguir o mesmo efeito. Isso reforça a necessidade de acompanhamento médico constante e a associação com psicoterapia.

Quais são os riscos e cuidados necessários ao utilizar ansiolíticos

Os riscos associados ao uso de ansiolíticos incluem dependência, interações medicamentosas e efeitos colaterais que afetam diretamente a segurança do paciente, como em casos de pessoas que precisam dirigir ou operar máquinas.

Portanto, os cuidados básicos incluem: uso somente com prescrição, não interromper bruscamente o tratamento, evitar combinação com álcool, manter acompanhamento com médico e psicólogo e avaliar sempre a possibilidade de uso de ansiolítico natural como alternativa.

Veja uma lista resumida com os cuidados essenciais ao utilizar ansiolíticos:

  1. Evitar a automedicação.
  2. Seguir à risca a dose prescrita.
  3. Não misturar com bebidas alcoólicas.
  4. Relatar qualquer efeito adverso ao médico.
  5. Acompanhar com profissional de saúde mental.
  6. Ao seguir o tratamento com ativos manipulados, fazer a manipulação em farmácias certificadas pela Anvisa, como a Drogasil Manipulação.
Média de classificação: 5/5
Por: Fabíola Tavares Lemos
Biomédica

CRBM: 35430

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