
O uso de ansiolíticos vem crescendo nos últimos anos, isso porque, as demandas de trabalho da vida vida contemporânea, entre outros fatores, muitas vezes aumentam os níveis de estresse e ansiedade.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade afetam mais de 260 milhões de pessoas no mundo, sendo o Brasil o país com a maior taxa de prevalência — cerca de 9,3% da população sofre com o problema.
Os medicamentos com ação ansiolítica atuam no sistema nervoso central para controlar a ansiedade e suas manifestações físicas e emocionais, como tensão, insônia, taquicardia e agitação. São amplamente utilizados no tratamento de transtornos psiquiátricos e também como suporte em situações específicas de estresse.
Os ansiolíticos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central para aliviar os sintomas da ansiedade. Também chamados de calmantes ou tranquilizantes, esses fármacos promovem efeitos sedativos, relaxantes e anticonvulsivantes.
São considerados uma das primeiras opções na linha de tratamento para crises agudas de ansiedade e transtornos, como transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada e estresse pós-traumático devido à sua ação rápida e eficácia na contenção dos sintomas.
Por estes motivos, são amplamente prescritos em contextos emergenciais ou no início do tratamento psiquiátrico, enquanto outras abordagens terapêuticas são implementadas.
Os ansiolíticos são utilizados para o tratamento de transtornos como:
Também podem ser utilizados em situações de abstinência alcoólica e em casos de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual.
Portanto, seu uso não se limita à ansiedade, mas abrange outras condições que envolvem alterações emocionais e comportamentais. A principal função do remédio ansiolítico é promover alívio das sensações como nervosismo, tensão e irritabilidade.
A maioria dos ansiolíticos age modulando os níveis de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor com ação inibitória que reduz a atividade elétrica no cérebro. Esse mecanismo diminui a hiperatividade cerebral associada à ansiedade.
Outras classes, como antidepressivos com ação ansiolítica, atuam na recaptação de serotonina e noradrenalina. Cada medicamento pode apresentar um mecanismo de ação específico, embora o objetivo final seja comum: equilibrar a atividade neural e promover bem-estar.
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Existem diferentes classes de ansiolíticos, cada uma com mecanismos de ação e indicações específicas. A escolha do medicamento ideal depende da gravidade dos sintomas, do histórico de saúde mental e da resposta individual ao tratamento.
Os principais tipos de ansiolíticos são:
ATENÇÃO: Este é um conteúdo de caráter informativo. A Drogasil Manipulação não incentiva a automedicação e produz fórmulas manipuladas exclusivamente com base em prescrições feitas por profissionais de saúde habilitados.
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Os principais medicamentos ansiolíticos encontrados nas farmácias são:
Todos eles pertencem à classe dos benzodiazepínicos e devem ser utilizados com extrema cautela, pois são medicamentos controlados (tarja preta), exigindo receita médica e acompanhamento constante. A automedicação pode levar à dependência e outros efeitos adversos.
Em casos leves ou como coadjuvante ao tratamento convencional, substâncias naturais com efeito calmante podem ser utilizadas.
Alguns exemplos de ativos considerados ansiolíticos naturais são:
Além disso, alimentos ricos em triptofano, como chocolate, banana, grão-de-bico e derivados do leite são opções naturais que contribuem para a produção de serotonina, o “neurotransmissor do bem-estar”.
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Embora a manipulação de substâncias benzodiazepínicas como alprazolam, clonazepam e diazepam não seja permitida no Brasil, a manipulação de medicamentos pode ser indicada em outros contextos relacionados ao manejo da ansiedade, desde que sejam utilizados ativos permitidos e prescritos por profissionais habilitados.
Isso ocorre porque os benzodiazepínicos pertencem a listas de controle especial da Anvisa (Portaria SVS/MS nº 344/1998), o que significa que são medicamentos de uso restrito, com alto potencial de dependência e risco de uso indevido.
Apesar da proibição para substâncias controladas, a manipulação de fórmulas com efeito ansiolítico pode ser recomendada em situações específicas, como:
Além dos ativos naturais mencionados anteriormente nesse artigo, existem ainda outros ativos com ação ansiolítica utilizados em manipulados, como:
Saiba mais sobre o Ansiless, um ansiolítico natural encontrado nas farmácias de manipulação.
O uso prolongado de remédio ansiolítico pode desencadear efeitos colaterais como fadiga, sonolência excessiva, diminuição da concentração, perda de coordenação motora e atrofia cognitiva e dependência.
É importante destacar o risco de dependência química e tolerância, especialmente entre os benzodiazepínicos.
As doses perdem a potência com o tempo, isso significa que o organismo se “acostuma" com a quantidade de medicamento e, a partir disso, as doses têm que ser aumentadas para se conseguir o mesmo efeito. Isso reforça a necessidade de acompanhamento médico constante e a associação com psicoterapia.
Os riscos associados ao uso de ansiolíticos incluem dependência, interações medicamentosas e efeitos colaterais que afetam diretamente a segurança do paciente, como em casos de pessoas que precisam dirigir ou operar máquinas.
Portanto, os cuidados básicos incluem: uso somente com prescrição, não interromper bruscamente o tratamento, evitar combinação com álcool, manter acompanhamento com médico e psicólogo e avaliar sempre a possibilidade de uso de ansiolítico natural como alternativa.
Veja uma lista resumida com os cuidados essenciais ao utilizar ansiolíticos:
CRBM: 35430
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