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Saiba quando e como suplementar a vitamina A

Atualizado 01/11/24
Criado 01/08/24
Tempo de leitura: 5 minutos
Visão de cima de uma mesa cheia de alimentos ricos em vitamina A, como queijos, manteiga, ovos, nozes, brócolis, pimentões, cenoura, leite e azeite. Há também cápsulas de suplemento de vitamina A e uma folha de caderno escrito "Vitamin A" (vitamina A em inglês).
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Também chamada de retinol ou ácido retinóico, a vitamina A é um nutriente de natureza lipídica presente em alimentos que contém carotenóides, como vegetais, carnes e ovos. 

O Ministério da Saúde defende a importância da suplementação através de seu Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, que tem como objetivo garantir o desenvolvimento saudável e a redução da mortalidade infantil, especialmente, em maior vulnerabilidade. Essa ação também visa conscientizar adultos e idosos sobre a necessidade ingestão de vitamina A para prevenção de doenças.

A suplementação pode ser feita com remédios manipulados para garantir a dosagem correta para cada pessoa. 

Qual é a função da vitamina A?

A vitamina A é vital para a visão, crescimento, divisão celular, reprodução e imunidade. Além disso, é necessária para a manutenção da integridade das células epiteliais, que são as primeiras barreiras de defesa do corpo contra infecções.

Uma das funções mais notórias da vitamina A é a sua contribuição para a saúde ocular, sendo um componente essencial da rodopsina, uma proteína encontrada na retina que permite a visão em condições de pouca luz. 

Leia também: Vitaminas para os olhos: 7 opções para incluir na sua rotina

Quais doenças a falta de vitamina A pode causar?

A deficiência de vitamina A (VAD) é uma preocupação principalmente entre crianças e mulheres grávidas. Pode levar a problemas como:

  • Xeroftalmia e cegueira noturna: Uma das primeiras manifestações da VAD é a cegueira noturna, que pode progredir para xeroftalmia. Se não tratada, pode resultar em danos permanentes à córnea e levando à cegueira total.
  • Problemas de pele e membranas mucosas: A vitamina A é essencial para a manutenção da integridade das células epiteliais. Sua deficiência pode levar a problemas de pele, como hiperqueratose, e comprometimento das membranas mucosas do trato respiratório e gastrointestinal, aumentando o risco de infecções.
  • Manchas de bitot: Pequenas manchas espumosas e brancas na conjuntiva dos olhos, indicativas de deficiência avançada de vitamina A.
  • Hiperqueratose folicular: Condição em que os folículos pilosos da pele se tornam obstruídos com queratina, resultando em uma pele áspera e seca.
  • Secura e espessamento da pele: A deficiência de vitamina A pode levar a uma pele seca, espessa e escamosa devido à redução da produção de sebo.
  • Maior suscetibilidade a infecções: A vitamina A é essencial para a manutenção da integridade das barreiras epiteliais e para a função imunológica. A deficiência pode resultar em um sistema imunológico enfraquecido, aumentando a susceptibilidade a infecções respiratórias e gastrointestinais como sarampo e diarreia.
  • Atraso no crescimento: Em crianças, a deficiência de vitamina A pode resultar em crescimento prejudicado e desenvolvimento ósseo inadequado.
  • Anemia: A deficiência pode contribuir para a anemia, pois a vitamina A está envolvida na produção de glóbulos vermelhos.
  • Infertilidade: A deficiência severa de vitamina A pode afetar a reprodução e causar problemas de fertilidade tanto em homens quanto em mulheres.

Continue lendo sobre: Vitaminas manipuladas para aumentar a imunidade

Quais são os sintomas de falta de vitamina A?

A deficiência de vitamina A pode atingir a visão, causando, por exemplo, dificuldades para enxergar à noite. Também pode causar o aparecimento de lesões e secura na pele e afetar o sistema imunológico, deixando o paciente vulnerável a diversos tipos de infecções. 

É importante consultar um médico, pois assim será possível avaliar todo o quadro clínico e pedir exames confirmatórios. A falta de vitamina A é identificada através do exame de dosagem de retinol sérico. 

Quando é indicado tomar suplemento de vitamina A?

A suplementação de vitamina A é recomendada para prevenir e tratar a deficiência dessa vitamina essencial, que está associada a doenças oculares e infecções.

Desde a criação do programa de suplementação em 2005, a hipovitaminose A no Brasil diminuiu 65% até 2019. Estudos científicos mostraram que a suplementação reduz em 12% o risco de mortalidade infantil. 

Dessa maneira, a suplementação de vitamina A é recomendada especialmente para crianças de 6 a 59 meses, que estão mais vulneráveis a essa deficiência, especialmente entre populações de baixa renda. 

A administração da megadose de vitamina A pode ser realizada durante consultas de puericultura nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e faz parte do protocolo de cuidado integral da saúde da criança.

Qual é a quantidade de vitamina A recomendada? 

As dosagens devem ser baseadas nas necessidades de cada indivíduo, de acordo com a sua alimentação, peso e idade. 

Portanto, é indicado consultar um médico para que ele peça os exames de dosagem e avalie como será feita a suplementação. Para isso, os medicamentos podem ser manipulados, assim, aumenta-se a assertividade do tratamento e diminui riscos de efeitos colaterais.

Crianças, gestantes e lactantes possuem condições específicas a serem atendidas, assim, a consulta médica é indispensável antes de iniciar a suplementação.

Aliado ao exame médico, existem valores gerais recomendados e baseados na média populacional que servem de referência. São eles:

  • Homens 14–70 anos: 900 mcg
  • Mulheres 14–70 anos: 700 mcg 

Qual a diferença da vitamina A manipulada? 

A vitamina A manipulada é personalizada para a necessidade de cada paciente. Dessa forma, a assertividade do tratamento é maior e as chances de efeitos colaterais, como alergias e desconfortos gastrointestinais, são reduzidas. 

Esse tipo de fórmula é produzido nas farmácias de manipulação a partir de uma prescrição feita por um profissional de saúde. 

Caso você já tenha uma receita de vitamina A manipulada, basta enviá-la pelo nosso site para receber um orçamento para sua fórmula via e-mail e WhatsApp. A Drogasil manipulação trabalha com ativos de procedência garantida para te proporcionar um tratamento seguro.

Quem não pode tomar vitamina A?

Pessoas com hipervitaminose a: Aqueles que já têm níveis elevados de vitamina A no corpo (hipervitaminose A) devem evitar suplementação. A hipervitaminose A pode causar uma série de sintomas adversos, incluindo dores de cabeça, náuseas, tonturas, dor nas articulações e, em casos graves, danos ao fígado.

Mulheres grávidas: As altas doses de vitamina A podem ser teratogênicas, ou seja, podem causar defeitos congênitos no desenvolvimento do feto. Mulheres grávidas devem evitar suplementos de vitamina A e alimentos muito ricos em vitamina A (como fígado) em excesso. É importante que a suplementação durante a gravidez seja monitorada por um profissional de saúde.

Pessoas com doenças hepáticas: A vitamina A é armazenada no fígado, e doses excessivas podem causar hepatotoxicidade. Pessoas com doenças hepáticas devem evitar altas doses de vitamina A e consultar um médico antes de iniciar qualquer suplementação.

Pacientes com certas condições genéticas: Certas condições genéticas raras, como a hipervitaminose A idiopática e a doença de Wolfram, podem ser exacerbadas pela suplementação de vitamina A. Indivíduos com essas condições devem evitar a suplementação e buscar orientação médica.

Pacientes em uso de medicamentos específicos: A vitamina A pode interagir com certos medicamentos, incluindo medicamentos retinoides (usados para tratar acne e outras condições de pele) e medicamentos anticoagulantes. Esses pacientes devem evitar a suplementação de vitamina A ou fazê-lo sob supervisão médica.

Indivíduos com alergias aos componentes dos suplementos: Algumas pessoas podem ser alérgicas a componentes presentes nos suplementos de vitamina A. É importante verificar os ingredientes e consultar um médico se houver histórico de alergias.

Crianças sem deficiência diagnóstica: Em crianças, a dosagem de vitamina A deve ser cuidadosamente controlada. Suplementação desnecessária pode levar à toxicidade. Suplementos de vitamina A em crianças devem ser administrados apenas sob orientação de um profissional de saúde, especialmente em contextos onde a deficiência não foi diagnosticada.

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Por: Fabíola Tavares Lemos
Biomédica

CRBM: 35430

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