
A fim de atender as demandas nutricionais da mãe e do bebê, a prescrição de alguns suplementos para gestante é bastante comum durante o período gestacional.
Isso porque os micronutrientes (ou seja, as vitaminas e os minerais) são fundamentais à saúde e bom funcionamento do organismo e, já que há um crescimento e proliferação celular durante a gestação, a demanda por micronutrientes aumenta bastante.
Mas será que é realmente seguro fazer suplementação durante a gravidez? E quais são os melhores nutrientes para suplementar? Continue lendo e veja tudo o que você precisa saber para uma gestação segura.
Confira abaixo os micronutrientes que são mais demandados durante a gestação e que, com frequência, estão presentes nos suplementos para gestantes:
O ferro é um elemento importante para o transporte de oxigênio, metabolismo e síntese de DNA. Estima-se que cerca de 60% das gestantes sofrem de anemia ferropriva, que é a anemia por deficiência de ferro e que está associada ao maior risco de mortalidade materna.
Durante o período gestacional, a demanda do organismo por ferro varia bastante. No primeiro trimestre, apesar de muitas modificações no corpo, não há um aumento tão significativo na demanda.
Já a partir do segundo trimestre, a demanda aumenta bastante, principalmente pelo aumento da necessidade de transporte de oxigênio por parte da mãe e do feto.
Leia também: Alimentos ricos em ferro e outras formas de obter esse nutriente
A vitamina A é um nutriente essencial para a saúde visual, proliferação celular, crescimento, reprodução e ação antioxidante. Por isso, a vitamina A é fundamental durante períodos de grande diferenciação celular, como é o caso da gestação, período neonatal e infância.
De acordo com alguns estudos, uma das principais consequências da deficiência de vitamina A é a cegueira noturna, que acomete cerca de 20% das gestantes. O problema caracteriza-se pela dificuldade de enxergar em ambientes com pouca luz.
Para o feto, a vitamina A é importante, principalmente durante o período embrionário, para o desenvolvimento do coração, olhos e ouvidos.
A deficiência de vitamina A em gestantes pode levar a graves problemas congênitos no cérebro, visão, audição e sistema cardiovascular. Também pode promover a reabsorção de embriões, além de aumentar as chances de morte fetal.
O cálcio é um nutriente importante para o desenvolvimento e fortalecimento dos ossos e dentes. O cálcio também é importante para a regulação dos batimentos cardíacos, coagulação e reações metabólicas.
Caso haja uma deficiência de cálcio durante a gestação, o feto pode mobilizar os estoques de ferro da mãe, o que pode gerar enfraquecimento dos ossos, cáries, cãibras e unhas quebradiças na gestante.
A deficiência de cálcio também pode causar uma elevação da pressão arterial da gestante, o que pode levar à pré-eclâmpsia, uma doença hipertensiva específica da gravidez.
O zinco é um mineral importante para o processo de reprodução, diferenciação celular, crescimento, desenvolvimento e imunidade. O zinco também é importante para os processos metabólicos.
A deficiência de zinco pode gerar diversos problemas de saúde. No caso da gravidez, prejudica a imunidade da gestante, aumenta as chances de aborto espontâneo, retardo do crescimento do feto, além de retardo neural e imunológico do feto.
O cobre também é um outro mineral que tem uma importância fundamental para o crescimento embrionário. Participa do fortalecimento de ossos, integridade do tecido vascular, além de ser importante para o crescimento e fortalecimento do sistema imunológico.
A deficiência de cobre em mulheres grávidas está associada ao aumento do risco de anencefalia.
Sim, é impossível falar sobre suplementos para gestantes e não mencionar o ácido fólico - afinal, esse é um dos nutrientes mais indispensáveis para mulheres grávidas, sendo inclusive recomendado que a suplementação comece antes da gestação.
Isso porque o ácido fólico é importante para o fechamento do tubo neural do feto, além de diminuir os riscos de rompimento da placenta, restrição do crescimento intrauterino e parto prematuro.
Reposição de ácido fólico na gestação: confira os benefícios
O ômega 3 é um ácido graxo presente de forma abundante no óleo de peixe. De maneira geral, não está presente, em quantidades suficientes, na dieta ocidental e, com frequência precisa ser suplementado.
A suplementação com ômega 3 na gestação reduz as possibilidade de parto prematuro, além de ser fundamental para a função cerebral do bebê. O ômega 3 também está envolvido na melhora da imunidade e da resposta do sistema nervoso autônomo do feto.
Assim como as deficiências nutricionais podem trazer problemas graves para a saúde da gestante e do bebê, o excesso de determinados nutrientes também pode gerar efeitos colaterais e até mesmo desencadear algumas doenças.
Por isso, principalmente na gestação, a suplementação não deve ser feita sem a orientação de um profissional de saúde.
Leia também: Gestação segura: como proteger o organismo sem antibióticos
Apesar de os nutrientes acima mencionados serem os principais objetos de suplementos para gestante, o ideal é consultar um médico e nutricionista para que eles peçam testes laboratoriais e avaliem quais os nutrientes precisam ser repostos.
As deficiências nutricionais variam muito de acordo com os hábitos alimentares e, ao fazer essa análise individual, a paciente pode repor apenas aquilo que seu corpo precisa, evitando nutrientes desnecessários que podem sobrecarregá-la.
Os suplementos manipulados são uma opção interessante neste sentido, pois são prescritos pelo médico da gestante em concentrações ideais de acordo com o seu caso e necessidades individuais.
Além disso, podem ser adaptados em diferentes formas farmacêuticas de acordo com a preferência da paciente, o que torna a ingestão de suplementos mais agradável para as gestantes. Por isso, antes de suplementar qualquer nutriente, converse com o seu médico e pergunte sobre esta opção.
CRBM: 5749 - 2ª Região
Deixe um Comentário