
Você já sentiu a sua pele coçar ou notou manchas atípicas pelo corpo após momentos de grande estresse ou ansiedade? Isso pode ser mais do que apenas um incômodo passageiro – pode ser um sinal de alergia emocional.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o estresse pode exacerbar condições dermatológicas, como psoríase e eczema, reforçando a hipótese de que as emoções afetam diretamente a função da barreira cutânea e as respostas inflamatórias.
Essa crescente onda de diagnósticos relacionados à alergia emocional ressalta a necessidade de uma abordagem integrativa no tratamento de distúrbios alérgicos, que considere não apenas os agentes externos, mas também o equilíbrio emocional dos pacientes.
Sim, é normal. Isso porque o corpo humano possui uma relação direta entre as emoções e as respostas físicas, sendo que as terminações nervosas da derme são ainda mais sensíveis às condições psicológicas, fazendo com que mudanças emocionais acabem se refletindo em reações na pele.
O tipo de alergia emocional mais comum é a na pele, que se manifesta em sintomas como manchas vermelhas (urticárias) que causam coceira, sensibilidade e vermelhidão. Tudo isso pode acompanhar o aumento da sudorese.
Ainda são poucas as informações que explicam os mecanismos causadores da alergia emocional na pele.
Por ser uma condição moderna, ou talvez, pelo entendimento científico investigar a cada dia mais os efeitos somáticos dos fatores emocionais, algumas hipóteses estão sendo testadas e os resultados indicam correlações que podem trazer bases para o tratamento.
O que se sabe, de acordo com estudos realizados, é que o estresse crônico causa muitos desequilíbrios no corpo humano, principalmente no sistema imunológico. No processo de reação ao estressor, ocorre a ativação de aumento de células de defesa que podem desencadear respostas alérgicas.
Essas reações são provocadas pela liberação de substâncias químicas, como a histamina, pelo sistema imunológico como parte da resposta ao estresse.
Além disso, no estresse crônico, a contínua liberação de cortisol, hormônio responsável pela resposta em reação ao estressor, faz com que o corpo se desensibilize e ele não consegue mais ter o efeito antiinflamatório.
Todos esses fatores somados, podem culminar na alergia emocional.
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A urticária nervosa, também conhecida como urticária emocional ou urticária induzida por estresse, é uma condição que pode ser considerada um tipo de alergia emocional.
Na verdade, a terminologia "alergia emocional" não é usada em contextos médicos formais, pois se trata de uma maneira leiga de descrever reações físicas adversas, como a urticária nervosa, que estão ligadas a emoções fortes e ao estresse psicológico.
Por isso, para saber se de fato você está com urticária nervosa, é necessário consultar um médico que irá avaliar os sintomas e a sua qualidade de vida.
Ao responder a anamnese, será possível coletar informações que podem levar ao diagnóstico, mas o médico pode pedir exames complementares para fechar um quadro clínico.
Desse modo, também vale a auto-observação, pois, se você passou por algum tipo de trauma recente ou grande estresse e notou que a alergia aparece próximo a esse período, pode ser um indício da doença e, nesse caso, também é importante consultar o médico para a confirmação do diagnóstico e início do tratamento.
Via de regra são utilizados remédios antialérgicos, mas o médico também pode indicar outros medicamentos, como corticoides e vitaminas, remédios que auxiliam no controle do estresse e acompanhamento terapêutico.
Devemos lembrar que, se a alergia é emocional, é importante tratar o psicológico, diminuir os fatores estressores, ou a alergia será recorrente.
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Colocando todas essas dicas em prática, procurando um tratamento com médico e equipe multiprofissional, a alergia emocional será controlada e o paciente poderá viver com qualidade de vida.
Nesse processo, é importante também trabalhar o autoconhecimento. Devemos conhecer os nossos limites, saber delegar tarefas para não ficarmos sobrecarregados e acabar forçando nosso organismo além de suas capacidades.
Ter um momento de autocuidado também é importante para se reconectar consigo mesmo e sair da pressão do trabalho e do dia a dia.
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